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sábado, novembro 21, 2009

19h00 – ARTES DE RUA - Graffiti



19h00 – ARTES DE RUA - Graffiti

A palavra Graffiti vem do Italiano Graffiato, Riscado e está documentada na história como a Arte de Riscar numa superfície! Remonta aos tempos da Grécia e Roma antiga. Na altura os desenhos eram gravados nas superfícies com objectos afiados. Aliás, podemos até andar um pouco mais para trás e ver as pinturas Rupestres da Pré-História como uma forma de Graffiti.

Mas a era moderna do Graffiti, esta arte como a conhecemos hoje começa a ter mais expressão e desenvolvimento no final dos anos 60, apesar de já nos anos 20 existirem alguns exemplos desta prática. É uma arte que tem origem nas cabeças de activistas políticos e membros de Gangs, que a usaram para espalharem a sua mensagem!

É também considerado um dos 4 elementos da cultura Hip Hop, sendo os outros 3 o MCing, DJing e Break Dance. Nova Iorque foi a cidade onde ganhou todo o protagonismo que tem hoje. Alguns dos nomes fortes do seu surgimento são o de Taki 183, Julio 204, Stay High 149 ou Phase 2.

Em pouco tempo esta forma de arte se tornou descontrolada, o chamado Bombing, e começou a ser feita por toda a cidade, principalmente no metro da cidade. No meio dos anos 70 começaram a surgir campanhas de remoção de Graffitis de superfícies publicas, e nos anos 80 todas depois de todas as carruagens de metro com Graffitis serem limpas, esta arte começa a surgir em grande força no meio das ruas. Mas foi também nos anos 80 que começou a passar das ruas para as galerias e estúdios de arte, e dois dos nomes mais fortes a fazê-lo são os de Jean-Michel Basquiat e Keith Haring.

Entre o final dos anos 90 e o início deste século começa a ser aceite como cultura Pop, pois começa a surgir em publicidades de marcas conhecidas. Como é o caso da IBM que encomendou uma pintura numa parede de Chicago e São Francisco, para promover o seu sistema operativo, tendo sido depois obrigada a pagar uma multa de 120 Mil Dollars e todas as despesas de remoção desta.

Até hoje visto como uma forma de vandalismo, e sendo mesmo proibida a pintura de superfícies publicas sem uma prévia autorização, já existem exemplos de pinturas feitas por encomenda em superfícies publicas autorizadas!

Tag, Bombing ou Stencil são as formas de Graffitar mais simples de todas mas a constante evolução desta arte levou a que hoje em dia sejam feitos murais magníficos que podemos ver pelas ruas de todo o mundo. Os artistas que praticam esta forma de arte são chamados de Writters.

E se os objectos aguçados eram a ferramenta principal do Graffiti dos tempos mais antigos, hoje a ferramenta chave são as latas de tinta de Spray.



http://www.youtube.com/watch?v=2zz3eTd7-Po





21h00 – PAREDES MEIAS

O Conjunto Habitacional da Bouça, situado na Rua da Boavista (Porto), é um projecto de habitação económica desenhado pelo arquitecto Álvaro Siza Vieira. Situado numa das zonas de maior pressão imobiliária da cidade, o bairro demorou trinta anos a ser concluído. Hoje, as casas construídas em regime de custos controlados gozam de uma situação única na malha urbana tanto em termos de acessos como de qualidade de projecto.

A conclusão do projecto em muito se deveu à teimosia dos primeiros habitantes que ali se instalaram. Oriunda das zonas carenciadas da Bouça, esta comunidade uniu-se no período imediatamente após a “Revolução dos Cravos”, exigindo o seu direito a uma habitação digna.

Este foi o tempo em que as populações das “ilhas” e zonas degradadas do Porto saíram à rua para reclamar o seu direito à habitação, mas também o direito ao lugar. Nas ruas, o som da multidão ecoava como o apelo urgente de um futuro melhor: “CASAS SIM! BARRACAS NÃO!”

Ao longo de quase três décadas, o projecto inacabado de Siza Vieira ergueu-se como um monumento à tenacidade popular. Houve quem visse ali um foco de problemas sociais, enquanto outros criticavam a degradação de uma obra emblemática do mais internacional dos arquitectos portugueses. Mas para quem lá vivia o bairro era um sonho por realizar...

Cumprida a ambição de ver o bairro terminado, os habitantes instalados na primeira fase recebem agora aqueles que acabam de comprar casa na Bouça. Também os moradores recém-chegados têm a esperança de iniciar uma nova vida. Como se relacionam estas pessoas? Como encaram a vivência num bairro com um passado tão distinto? Qual a reflexão do arquitecto sobre um projecto que o próprio já não esperava ver terminado?

Produção MUZZAK / CINEMACTIV em Co-Produção com a RTP

Ideia Original e Produção Executiva de Sandro D. Araújo

Realização: Pedro Mesquita
22h40 – SESSÃO DUPLA – JOAQUIM LEITÃO



Na Sessão Dupla de 21 de Novembro a RTP2 dá a ver dois filmes de Joaquim Leitão – um dos mais talentosos realizadores portugueses.



20,13: PURGATÓRIO

Norte de Moçambique, 24 de Dezembro de 1969. Uma patrulha percorre uma picada, de regresso ao aquartelamento, trazendo um prisioneiro. Estão fatigados e desejosos de chegar ao quartel. Há festa em perspectiva, para matar a saudade e iludir a tristeza de estar longe. Todos esperam uma noite em paz, sem tiros, dado o costume da trégua tácita em noite e dia de Natal. Mas não será uma noite tranquila. A mulher do capitão vem passar o Natal e é visível o mal-estar entre os dois. O prisioneiro aparece morto durante a noite e um dos soldados também. E sem se saber porquê, começam a ser bombardeados por todos os lados. A violência da guerra sobrepõe-se à violência das paixões. Um alferes, mergulhado numa guerra na qual não acredita, tenta encontrar fios de lógica e desvendar os segredos dos inexplicáveis acontecimentos da noite.

Este é um dos melhores filmes a abordar a tensão experimentada por um conjunto de homens inseridos numa guerra.

Realização: Joaquim Leitão

Intérpretes: Marco D’Almeida, Adriano Carvalho, Carla Chambel, Maya Booth

Portugal, 2006, 114 minutos

CCE: Maiores de 16 anos. Filme de Qualidade

Ver Site:
www.ashistoriasdailda.no.comunidades.net/

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