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quarta-feira, fevereiro 02, 2011

EU SOU ÁFRICA - SÁBADO - RTP 2 - 19 H



Sábado, às 19h00, na RTP2
EU SOU ÁFRICA


A história de 10 pessoas contada em episódios
"Eu Sou África” é uma série documental de 10 episódios, dois por cada um dos PALOP: Angola, Moçambique, Cabo-Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe. Cada um dos filmes desta série retrata a vida e a obra de uma africana ou africano implicado na história e no desenvolvimento social, político e cultural do país onde nasceu. “Eu Sou África&rdquo ; revela dez heróis desconhecidos do grande público e desfaz os lugares comuns depreciativos da realidade dos PALOP. Na diversidade das suas experiências e reflexões, o que estes dez africanos dão a ver é a emergência de uma nova África de língua portuguesa – um lugar em que a esperança tem toda a razão de ser.

Realização: Maria João Guardão
Produção: Vitrimedia

O primeiro programa fala-nos de LUZIA SEBASTIÃO

Uma mulher muito elegante e bonita conduz pelas ruas de Luanda, mostrando a sua cidade que, tem vindo a vestir uma nova pele, com edifícios desmesurados a serem erguidos, uma “pele” que às vezes a descaracteriza, “perdendo traços e ficando mais moderna.” Ainda assim, o bairro da sua infância, o Cruzeiro, continua a ser um dos mais calmos, apesar de ter mais muros nas casas. Luzia estava no 6º ano quando deixou o liceu para entrar na guerra de libertação. Depois foi um rodopio de emoções. Os tantos anos de guerra que Angola viveu (e mesmo durante a guerra era preciso manter a dignidade humana), ensinaram-lhe que se deviam ter sentado a tempo de “reconhecer erros de parte a parte”.
Vamos ouvi-la falar de Justiça, do sistema de direito herdado de Portugal, da constituição que vinha de 1992 e que em 2010 foi alterada, dos direitos das mulheres e dos desafios de governação.
Veremos também esta supermulher no seu lar de fim de semana, nos arredores de Luanda, com um neto ao colo e uma família que vai chegando para o almoço e ocupa dois sofás inteiros. Luzia acredita nas novas gerações e tem vocação para leccionar. Relembra os tempos em que as crianças se sentavam “em latas de leite e punham os cadernos nos joelhos para escrever”. Sabe que ainda há muito a melhorar. A sua geração viveu na expectativa de um desenvolvimento que demora a acontecer, “muitas das coisas pelas quais lutámos ainda não se cumpriram”, mas acredita na capacidade de resistência dos angolanos e num futuro melhor para a sua terra.

Ver Site:
www.ashistoriasdailda.no.comunidades.net/

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